ALOPECIA FEMININA | MINHA HISTÓRIA | MINHA LUTA contra a alopecia


Hoje quero contar qual foi o meu caminho, a minha trajetória na queda de cabelo. Quero deixar claro que não pretendo dar nenhum conselho médico profissional, mas apenas contar A minha história caso seja útil para você se está passando por isso.

Vou usar várias fotos, porque eu teria gostado de ver fotos reais de mulheres que estavam passando por isso, já que assim eu poderia ter uma ideia mais realista de qual seria a minha perspectiva de futuro, mas é difícil encontrar esse tipo de conteúdo.

No meu caso, me coloco aqui na frente da câmera porque não acho nada vergonhoso e sei que há mulheres que sofrem disso e caso ajude. Não me importo de mostrar qual é o estado do meu cabelo e o que ele foi no passado.

Há um par de fotos que até me custa ver, mas espero que este artigo seja útil para você se está sofrendo de queda de cabelo ou sofre de algum tipo de alopecia feminina.

Assim está o meu cabelo agora. A queda de cabelo é evidente, não é que seja super avançada, mas acho um pouquinho difícil sair assim para a rua, principalmente nos dias de chuva ou assim que o cabelo está um pouquinho mais oleoso.

Então é difícil, não tenho solução a esse respeito, e é por isso que agora uso prótese capilar.

Então, daqui em diante, como eu comentava, simplesmente pretendo que você veja qual é a trajetória habitual, no caso de alopecia androgênica, contar um pouco como começou, caso lhe pareça familiar e seja de ajuda.

Infância com alopecia

Se fazemos o percurso de volta à infância, devo dizer que nunca tive muitíssimo cabelo. Se minha mãe me fazia uma trança, era bem pequena, minhas colegas diziam que parecia uma escova de privada, eram "muito simpáticas" (note-se a ironia). Mas bem, também nunca me afetou muito.

Minha mãe tinha pouco cabelo, minha avó também, meus familiares também, então também não pensei que fosse uma coisa muito importante.

Adolescência com alopecia

A primeira mudança que notei no cabelo foi quando começou a minha menstruação. Meu cabelo ficou muito mais oleoso, na verdade, antes eu lavava a cada cinco dias, talvez sete, e assim que começou a puberdade ou adolescência, eu tinha que lavá-lo quase todo dia, então essa foi a primeira mudança, mas também não notei uma mudança enorme na densidade.

Esta é a primeira foto que vou mostrar e, como se pode ver, acho que tenho 17 18 anos, sim dá para ver, embora a foto não seja muito boa, um pouquinho do começo de uma abertura na risca central.

Como eu não tinha muito cabelo, também não era algo a que desse muita importância, mas agora em retrospectiva, posso começar a ver que o problema já começava ali, justo na adolescência, e a partir de então, mais do mesmo: a risca vai se abrindo e quando o cabelo está um pouquinho mais limpo se vê um pouquinho melhor e quando está um pouquinho mais sujo se vê um pouco pior

Nesse momento, já começo a tentar mudar a risca de lado, tento colocar um grampo de alguma forma para cobrir essa falta de cabelo e ali começa a se notar cada vez mais.

Meu casamento com Alopecia

Uma das preocupações das mulheres com alopecia talvez seja o que fazer no dia do casamento. Como fazer o penteado?

Eu teria preferido estar com o cabelo solto, mas não tinha cabelo abundante para usá-lo solto, então um coque foi o ideal.

Nesta foto dá para ver como, atrás das plumas, há um aplique, e isto é curioso, porque nunca tinha pensado nisso, mas cheguei a usar um aplique, mas só para o dia do casamento e se você olha pela frente dá para ver a falta de cabelo.

Notei a queda pela primeira vez aos 26 anos, certamente porque uma cabeleireira me disse, não porque eu mesma percebi e foi quando fiz pela primeira vez umas mechas, uns reflexos para dar dimensão ao cabelo e parecer um pouquinho mais.

Medo de ir ao cabeleireiro

Já naquela época, comecei a ter um pouquinho de medo de ir ao cabeleireiro, porque iam me dizer que eu estava fazendo algo errado, que estavam lavando meu cabelo com água muito quente ou muito fria, o shampoo errado, enfim todas essas coisas que já contei, mas acho que ali foi a primeira vez em que fui consciente de que algo estava acontecendo.

Alopecia a partir dos 30 anos

Aos 30 anos, decido voltar de novo ao cabelo curto com franja, que é o que usei por muito tempo para tentar cobrir a queda ou fazer com que as falhas se vissem o mínimo possível, principalmente na parte da frente.

Um ano antes eu tinha feito uma permanente, de novo tentando dar volume e certamente seguindo o conselho de alguma cabeleireira, mas também não serviu para nada.

Pensei... já tenho pouco cabelo, se eu estrago fazendo mais tratamentos, vai ser pior, então a partir dos 30 anos comecei a usar o cabelo bem curto para que não parecesse tão pobre.

Gravidez com alopecia

No começo da gravidez, dá para ver a risca, tentei levá-la para o outro lado, mas dá para ver bem obvia a abertura e depois, quando eu estava prestes a dar à luz, dá para ver um pouquinho mais de cabelo.

Eu vejo com mais brilho, mas, como dá para ver nesta foto, continua abrindo para vários lados, nota-se que tem bem mais brilho, mas também a queda de cabelo continua bem óbvia.

Eu tinha a sensação de que durante a gravidez meu cabelo tinha estado bem melhor.

Depois de ter o bebê, corto o cabelo de novo e durante os primeiros meses ainda via meu cabelo mais ou menos bem e, como eu dizia, até com mais brilho e com mais quantidade.

A partir de quando o bebê tem uns cinco ou seis meses, acontece uma queda importante de cabelo, então não tenho fotos, já que é difícil tirar fotos quando você não está se sentindo bem ou não se acha bonita o suficiente.

Perto dos 40 anos com alopecia

E esta é a foto que não gosto de ver, já que se vê totalmente o couro cabeludo e está muitíssimo ralo. Aqui tenho 36 anos...

Acho que é um momento em que decido não aparecer em mais fotos, na verdade, tenho dificuldade em encontrar algumas em que eu apareça. A partir desse momento começo a usar chapéus, gorros, tudo o que me ocorra para tentar cobrir meu problema de alopecia e para que não se note tanto.

Então aqui, aos 36 anos, já se passaram 10 anos daquela primeira vez, em que sou mais ou menos consciente de que existe algum problema, porque me dizem no cabeleireiro, e uns 10 anos desde que começo a ter mudanças, digamos hormonais, que afetam meu cabelo.

Chego aos 39 anos e este é um penteado que usei por muito tempo, tentando que não se visse tanto, tentando prender a parte da frente para trás e tentando que não se visse tanto minha queda de cabelo e usando fibras capilares ou shampoo de cor preta.

Aos 40 e 41 anos, tento de novo fazer o mesmo penteado, mas também continua se notando e é aos 42 anos que chega um momento decisivo em que vejo que algo não está muito bem, já que cada vez minha alopecia piora.

Houve dias em que alguém me disse para raspar o cabelo, o que continuo dizendo que é uma opção que você pode levar em conta, mas no meu caso, não me vejo raspada, não me convence, mas vejo que muitas garotas fazem isso e fica bem bonito nelas. Na verdade há famosos com alopecia que fazem assim, como mostro neste vídeo:

A partir desse momento, foi quando me propus que tinha que fazer alguma coisa e já estava vendo o tema dos toppers, das próteses capilares, mas não sabia muito bem que efeito ia ter.

Começo a usar Topper de cabelo

Esta é uma foto do primeiro dia em que uso o topper e depois de ter ido ao cabeleireiro.

Lembro que fui ao cabeleireiro, uns amigos tinham vindo nos visitar e fomos almoçar juntos. Uma amiga que fazia um par de anos que não víamos não notou nada. Imagine que ela tinha me visto havia um par de anos, logo antes da pandemia, então embora minha falta de cabelo fosse bem óbvia, naquele dia ela nem percebeu e as pessoas que conheci naquele momento também não perceberam.

Então bem, essa é a minha cara de felicidade ao me ver com cabelo.

Nestes últimos anos, e o que significa para mim poder sair, viajar e poder tirar fotos de mim mesma ou com minha família, não tem preço. Me sinto muito melhor.

Daquela foto em que me vi tão mal e decidi não tirar mais fotos, a agora, vocês já podem imaginar o que se sente, e esse é só um dos benefícios que me deu decidir usar uma prótese capilar.

Não ter que me preocupar com como está o meu cabelo de manhã, se tenho que lavá-lo ou não, se vou sair agora e faz muito frio e se tenho que lavá-lo, vou ter que ir com o cabelo molhado ou ter que secá-lo para que se veja um pouquinho melhor, são coisas que já não complicam mais a minha vida, porque coloco o topper e pronto.

Conclusão

Bom, essa é a minha trajetória desde a adolescência em diante. Até agora, como eu disse, quando a gente olha para trás, pode ver um pouquinho melhor como foi o processo, por isso mostro caso você se sinta ou se reconheça neste tipo de fotos

Se está acontecendo algo parecido com você, acho que agora mesmo, e principalmente se você é jovem, há muitos mais tratamentos que funcionam, e são mais abundantes do que antes, então é algo que você pode conversar com o seu dermatologista.

Também quero dizer que não tem problema, você não está sozinha, há muitíssimas mulheres passando por isso e acho que se chega a falar de 30-40 até 50% das mulheres que em algum momento da vida vão passar por algum tipo de queda de cabelo.

No caso da alopecia androgênica é algo bastante comum em mulheres europeias. Temos o cabelo muito fino e parece que é um problema autoimune bastante comum, então há muitas mulheres que sofrem o mesmo, então você não é a única.

Quanto mais visibilidade dermos, mais fácil vai ser aceitá-lo e também poder aceitar as diferentes opções que existem.

Se você quer ir atrás de um tratamento, se quer raspar, se não quer fazer nada, se quer colocar uma prótese capilar, bom, qualquer uma dessas opções será válida e será cada vez mais comumente aceita pelo resto da sociedade.

Se você se viu refletida em alguma dessas fotos ou se a sua história foi, ou é, parecida ou diferente, por favor me deixe nos comentários do vídeo do Youtube.

Se cuide muito e me escreva no whatsapp se deseja uma consultoria gratuita.

Tchau.

Voltar para o blog

Interessada em um Topper? Tem dúvidas? Vamos conversar?

15 min de consultoria GRATUITA. Pergunte o que quiser.

Interessada em um Topper? Tem dúvidas? Vamos conversar?

15 min de consultoria GRATUITA. Pergunte o que quiser.